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Adriana Flosi
Adriana Flosi
Vice-presidente da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp); Vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Campinas (ACIC); Vice-presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP) – RA7

O desafio da 4ª Revolução Industrial

O que há pela frente são novas tecnologias e o que elas trazem consigo, como novas profissões e atividades baseadas na capacidade cognitiva. Tudo isso, claro, de maneira acelerada. Assim, acelerada, também deve ser nossa resposta.

O ano de 2018 iniciou com algumas notícias positivas para a economia. Entre elas, atento para o recorde da balança comercial brasileira. No ano passado, o país exportou US$ 67 bilhões a mais do que importou. Trata-se do melhor resultado desde o início da série histórica, em 1989. Tudo resultado da recuperação dos preços internacionais dos bens primários e da safra.

A comemoração é compreensível, mas revela em si o gene do revés. Vamos a ele. O Brexit e o início era Trump reorganizaram nossa visão de mundo para um certo individualismo das nações. Porém, esse fenômeno deve ser visto como algo transitório, já que as próprias forças e agentes globais dependem de um ecossistema interligado de forma também global.

Portanto, a redução do isolacionismo americano e a maior influência chinesa na Ásia são fatores que se refletirão ainda mais, e de forma positiva, em nossa balança comercial. Comemorações à parte, cabe evitar o conforto que os números trazem, já que, ato contínuo, seguirão os avanços na América do Norte, Europa e Ásia, da resultante de um novo movimento global.

À luz disso, cabe questionar a forma como o Brasil quer responder a esse quadro. Seguiremos comemorando superávits na balança comercial, nos perpetuando como exportador de commodities e frustrando nossas expectativas industriais? Quero crer que a resposta seja negativa e que a opção seja a de o país desenvolver uma forte política pública focada na inserção do Brasil, de fato, na 4ª Revolução Industrial. Tema que deveria constar dos propósitos dos postulantes à presidência da República.

Ressurgem nesse ponto desafios já conhecidos. Não haverá participação ativa na 4ª Revolução Industrial sem que sejam superadas de vez as lacunas nos setores de educação e inovação. O que há pela frente são novas tecnologias e o que elas trazem consigo, como novas profissões e atividades baseadas na capacidade cognitiva. Tudo isso, claro, de maneira acelerada. Assim, acelerada, também deve ser nossa resposta.

Houve um tempo em que a inovação era prioritariamente algo ligado às grandes empresas. Agora elas não estão só. Pelo contrário, são as startups os motores da inovação. São elas o nosso passaporte à 4ª Revolução Industrial. É delas que devem vir as repostas aceleradas e esperadas.

O tema deve constar da agenda eleitoral deste ano para revelar quais são as estratégias e políticas públicas que permeiam as mentes daqueles que pleiteiam o poder executivo estadual e federal ou mesmo dos que buscam uma vaga nos poderes legislativos. Esse é um tema precioso para a Associação Comercial e Industrial de Campinas, tanto que em nossa edição do Fórum Regional do Varejo, em abril, dedicaremos atenção especial ao tema “políticas públicas”. É assim, com olhos para o futuro, que deve ser pautado nosso presente.


Adriana Flosi| ADRIANA FLOSI, ACIC, 4ª REVOLUÇÃO INDUSTRIAL, CAMPINAS, DESENCOLVIMENTO

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