Empregos formais crescem 20,3% na RMC, enquanto Campinas registra queda de 17,14%
Equipe ACIC
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Empregos formais crescem 20,3% na RMC, enquanto Campinas registra queda de 17,14%

O setor que mais apresentou aumento na Região Metropolitana de Campinas (RMC) foi o da Construção Cìvil, de 76,90%, na comparação com abril. Por outro lado, em Campinas, o segmento apresentou queda de 13% nas vagas geradas. O Comércio aparece em segundo lugar com expansão de 36,52% na RMC e de 18,66% em Campinas.

Na Região Metropolitana Campinas (RMC) foram gerados 6.429 postos de trabalho em maio de 2022, 30,70% a mais do que no mesmo mês do ano passado, quando o número foi de 4.919. Juntos os segmentos de Agropecuária, Serviços, Comércio e Construção Civil somam um aumento de 40,89%, na contramão da Indústria, que teve queda de 21,29% quando comparado com maio de 2021. Os números são do Novo Caged, avaliados pelo departamento de Economia da Associação Comercial e Industrial de Campinas (ACIC). Já em relação a abril de 2022, o aumento foi de 20,30%, com 6.429 vagas criadas em maio, contra 5.344 no mês anterior.

O setor que mais cresceu foi o da Construção Civil, com 559 contratações, um aumento de 76,90% em relação às 316 vagas geradas em abril. O Comércio vem logo atrás com 1.585 postos de trabalho criados em maio, 36,52% a mais do que em abril do mesmo ano, quando 1.161 vagas foram abertas. O segmento de Serviços também apresentou crescimento em maio na comparação com abril, com um aumento de 23,73% e 3.092 vagas criadas, enquanto em abril o número foi de 2.499. Por outro lado, a Agropecuária teve redução de 27,07% no número de vagas geradas em maio deste ano, quando comparado com o mês de abril de 2022. Foram 291 contra 399.  Já no acumulado de janeiro a maio deste ano foi registrada uma queda de 7,67%, em relação ao mesmo período do ano passado. 

                                      

Campinas

Em Campinas, na contramão do que foi registrado na RMC, houve diminuição no número de contratações na comparação entre maio de 2022 e maio de 2021. Este ano foram criados 1.808 postos de trabalho, enquanto em maio de 2021 foram 1.826 (-0,99%). Os segmentos de Indústria,  Comércio e a Construção Civil reduziram juntos 6,62%, porém, a Agropecuária e os Serviços cresceram 80,94% em relação a  maio de 2021. No comparativo entre maio e abril de 2022 a queda foi ainda maior. Em maio deste ano foram criadas 1.808 novas vagas, contra 2.182 em abril, uma diminuição de 17,14%. Os únicos segmentos que apresentaram números positivos foram o da Agropecuária, que abriu 13 novos postos de trabalho em maio e perdeu 2 em abril, totalizando um aumento de 750%, e o do Comércio, que criou 477 novas vagas em maio, enquanto em abril foram abertos 402, 18,66% a mais. 

A maior redução foi na Indústria de Transformação. Foram 143 novas vagas em maio de 2022, 31,90% a menos do que em abril do  mesmo ano, quando foram criados 210 novos postos de trabalho. Logo depois está o segmento de Serviços, com 984 novas vagas em maio de 2022, contra 1.352 em abril, apresentando queda de 27,22%. No acumulado do ano de 2022 (janeiro a maio) houve uma redução de 4,91% na geração de postos de trabalho, quando comparado com o mesmo período de 2021. O salário médio de admissão em maio deste ano foi de R$1.898,02, valor 1,05% menor do que o de abril. “A qualificação do emprego continua ficando abaixo das especificações e necessidades da mão de obra procurada”, explica Laerte Martins, economista da ACIC. 

Nacional 

No Brasil, o emprego formal com carteira assinada teve um saldo positivo em maio de 2022, com 277.018 postos de trabalho criados. Ao todo foram 1.960.960 admissões e 1.683.942 demissões. Porém no comparativo com maio de 2021 foi registrada queda de 1,30%, com aumento no segmento Serviços, que cresceu 8,42%, da Indústria, que aumentou 6,41% e da Construção Civil, que registrou expansão de 56,76%. A Agropecuária foi o segmento com maior queda, de 37,03%, seguido pelo Comércio, que reduziu 21,37% o número de vagas criadas. “A perspectiva para os próximos meses é de indefinições quanto a uma maior expansão da mão de obra. O surgimento do impacto da guerra entre Rússia e Ucrânia já mostra uma tendência de queda no crescimento de mais postos de trabalho, na nossa região e no país”, completa o economista. 

Empregos na RMC 

Todas as cidades da RMC registraram variação positiva na geração de empregos, tanto em maio quanto no acumulado do ano. Os municípios que mais contrataram foram Engenheiro Coelho, com 2,28% de aumento no número de vagas (215 admissões e 100 desligamentos, com saldo de 115 contratações); Cosmópolis, que registrou um crescimento de 1,54% (508 admissões e 346 demissões, com saldo de 162 postos de trabalho) e Monte Mor, com 1,48% (799 contratações e 597 desligamentos, com saldo de 202 vagas). As cidades que ofertaram o menor percentual de novos postos de trabalho, em maio de 2022, foram Valinhos, com 0,27% (2.008 contratações e 1.891 desligamentos com saldo de 117 vagas) e Nova Odessa, com percentual de 0,31% (1.106 admissões e 1.039 demissões, com saldo de 67 vagas).

No acumulado do ano, de janeiro a maio de 2022, a cidade que, percentualmente, mais contratou foi Holambra, que registrou 8,42% de crescimento na quantidade de vagas ofertadas, sendo que o município contratou 3.930 trabalhadores e demitiu 2.982, estabelecendo um saldo de 948. Em segundo lugar ficou Engenheiro Coelho, com 8,3% de crescimento em novos postos de trabalho (898 contratações e 586 demissões, com saldo de 312 vagas. E, em terceiro lugar, ficou Santa Bárbara D`Oeste, com 7,25% de aumento na quantidade de vagas, registrando 14.421 contratações e 10.851 demissões, com saldo de 3.570 novos postos. Já as cidades que registraram o menor índice de crescimento em vagas de trabalho foram Nova Odessa, com 0,45% de aumento no acumulado do ano (5.288 contratações e 5.190 demissões, com saldo de 98 vagas) e Pedreira, com 1,15% de crescimento, registrando 3.025 contratações e 2.879 demissões, com saldo de 146 empregos gerados positivamente.


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