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Jarib B D Fogaça
Jarib B D Fogaça
Diretor Adjunto na ACIC, sócio na JFogaça Assessoria e conselheiro independente.

Que tal começarmos a retomada arrumando a casa?

Aqueles que me acompanham já estão familiarizados com minha visão metafórica e ilustrativa de escrita para desenvolver, compreender e fixar algumas ideias. Desta vez não será diferente!

O filme Sem Limites, de 2011, estrelado por Bradley Cooper e Robert De Niro tem no seu bojo a descoberta e uso de uma droga, no sentido de medicamento, que potencializa as atividades cerebrais da pessoa. Neste caso, o cérebro de Eddie Morra (Bradley Cooper), um escritor que vive em Nova York e que ainda não conseguiu cumprir o prazo de entrega do seu novo livro. Um negociante de drogas (remédios) oferece a Eddie uma amostra, ele aceita e, para sua surpresa, a droga aumenta sua inteligência e melhora sua concentração. Seu cérebro passa a ser usado a 100%, todos os sentidos são aguçados e uma nova visão [e solução] dos problemas começa a surgir. 

Mas o que mais salta aos nossos olhos nesse momento de transformação, de transição do personagem, é que a primeira coisa que ele faz é arrumar, literalmente, sua casa. Tudo: sala, cozinha, banheiro, toda a casa é arrumada por completo. Figurativamente e na realidade de forma concreta, uma casa arrumada nos dá muito mais condições de trabalho e produtividade e, acima de tudo, bem-estar! Conseguimos com a organização externa no nosso entorno, também organizar melhor nossos pensamentos internamente e desenvolver melhor nosso raciocínio.

Podemos adotar este raciocínio a partir da nossa própria casa, bem como do nosso ambiente de trabalho, e até mesmo no ambiente econômico e de negócios do nosso país. Muito se desorganizou com a pandemia, outras coisas que já estavam desorganizadas afloraram e pudemos ver, inclusive, a desordem e desarrumação antes dissimulada. Muitos atrasos e desculpas têm sido usados a partir da pandemia baseados na dificuldade de mobilidade e atendimento. Mas o que se viu foi que a adoção de protocolos, prazos e o cumprimentos de certa rotina regular e contínua são fundamentais para nossa sobrevivência, principalmente no enfrentamento da pandemia viral.

Nossas finanças pessoais e das empresas também foram afetadas profundamente; muitas famílias e empresas estão sucumbindo hoje pelo período de dificuldade econômica que se converteu em dificuldade financeira. Nesse tema, arrumar a casa pode significar renunciar a algumas regalias por um tempo, até que se recupere a estabilidade.

E não esmorecer! Nenhuma crise, nenhuma dificuldade, resiste ao trabalho. No campo pessoal podemos usar essa ilustração para olharmos nosso entorno, nosso dia a dia. E no nosso ambiente profissional repensar, da mesma forma, nossas rotinas, as rotinas dos nossos colaboradores pois talvez há muito a ser arrumado e mudado, ou até deixado de se fazer. Rotinas que antes nos pareciam necessárias, hoje percebemos inúteis e que só consomem tempo e espaço, e necessitam uma arrumação, uma reordenação.

Poderíamos nos alongar aqui com infinitos exemplos, mas cada um tem sua realidade pessoal e profissional e pode observar onde pode fazer as arrumações. O mais forte desse processo, é que ele nos leva a uma mudança de hábito e a uma renovação muito boa e positiva, sem limites!

No filme, o personagem - após alguns contratempos de falta do medicamento que lhe dá essa capacidade infinita e o risco de não ter mais esse medicamento produzido - fica disposto a aceitar uma oferta de trabalho para poder ter seu medicamento produzido novamente.

Mas algo surpreendente acontece. Eddie [o personagem] recusa a oferta, informando que seu cérebro mudou devido ao seu longo uso da droga, e que não precisa mais tomá-la. Segundo ele, seu cérebro ficou permanentemente alterado, retendo os benefícios cognitivos [de aprendizado] obtidos.

Arrumar a casa e, como consequência, mudar nossos hábitos de forma que nos leve a algo melhor pode significar uma real mudança de vida. Uma retomada de forma diferente e renovada que podemos reter e perceber seus benefícios permanentemente alterados, para melhor.

No filme, um ano depois, Eddie teve seu livro publicado e foi um sucesso, e nós mesmos podemos com isso retomar e concluir, também com sucesso, nossos projetos que ficaram represados com essa pandemia que agora se finda.


Jarib B D Fogaça|

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