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Jarib B D Fogaça
Jarib B D Fogaça
Diretor Adjunto na ACIC, sócio na JFogaça Assessoria e conselheiro independente.

Oportunidades - de desenvolvimento econômico - quase invisíveis

No mundo dos negócios estamos a todo tempo buscando oportunidades nas tendências mundiais,  regionais e locais; isso para desenvolver produtos e serviços que possam conquistar clientes e mercados e propiciar desenvolvimento e crescimento nos nossos negócios.

Entretanto, muitas das oportunidades são quase invisíveis e suportadas por razões essenciais da nossa vida diária. Nessa visão, há pouco tempo uma publicação mostrou que o Facebook continua sendo uma das redes sociais mais usadas no mundo e no Brasil, assim como suas redes correlatas tais como Instagram e outros.

Outras redes semelhantes, concorrentes de certa forma, como Youtube, Linkedin, Pinterest, Twitter, também têm no Brasil números milionários de usuários. O que vemos aqui é como uma oportunidade quase invisível, baseada no número de pessoas, na população de um país, que pode desfrutar dessas redes sociais.

E vale notar que não estamos falando aqui de usarmos essas redes apenas para propaganda de serviços ou produtos, estamos notando a essência dessas redes, baseada no desejo social das pessoas de interagir. E com isso essas redes prosperam baseadas no número de pessoas conectadas.

O Brasil é um país gigantesco, com uma população entre os cinco maiores do mundo, com necessidades infindáveis não supridas – necessidades diárias de vida e bem-estar da população que pode e precisa ser atendida. Já tratamos em outro artigo dessas necessidades de saúde da população e das oportunidades de trabalho e negócios nessa área.

Neste momento, vamos falar de algo também necessário, mas que não se resolve por meio de redes sociais e tecnológicas avançadas – apesar de eu admirar nosso avanço tecnológico mundial. Algo que precisa de trabalho local de infraestrutura. Pelo site do IBGE podemos ver que pouco tempo atrás em uma pesquisa atualizada, apesar do abastecimento de água atingir 99,6% dos municípios, o [tratamento] esgoto chega a apenas 60,3% dos municípios. A pesquisa mostra que a cobertura do esgotamento sanitário por rede coletora [de esgoto] não chegava a 34,1 milhões de domicílios em 2017. Se pensarmos rapidamente em torno de 3 a 4 pessoas por domicílio, estamos estimando cerca de 100 milhões de pessoas sem rede de esgoto. Uma grande e profunda necessidade de infraestrutura.

E as necessidades básicas de infraestrutura não se acabam nas redes de esgoto – o déficit residencial, de moradias, também é enorme. Algumas notícias baseadas em pesquisas indicam um déficit habitacional em torno de oito milhões de moradias. Conjugando esta informação com a informação anterior, mesmo muitos que têm uma moradia ainda não têm esgoto tratado.

A necessidade de infraestrutura para o bem-estar do nosso país é enorme – e uma oportunidade, pois obras de infraestrutura geram muito trabalho e renda no nível local e bem-estar social para todos. E talvez a questão financeira que sempre parece tão complicada não seja tanta assim tal como se vende. O Brasil já tem atualmente mecanismos legais para estimular o desenvolvimento econômico e a integração da sociedade, dos empresários e do governo. São as chamadas PPP(s) - parcerias público - rivadas, que são acordos [legais, legalmente estabelecidos] entre os setores público e privado para a realização conjunta de determinado serviço ou obra de interesse da população. Em uma PPP, a empresa normalmente fica responsável pelo projeto, assim como seu financiamento, execução e operação.

De certa forma, essa iniciativa teve no seu bojo uma lei na Inglaterra nos anos 90, porém o que notamos é que ela ainda tem sido muito pouco usada, e que esse formato poderia de forma substancial produzir efeitos econômicos efetivos, além de gerar emprego e renda, e acima de tudo, suprir necessidades das mais básicas da população. Mais uma dessas oportunidades de desenvolvimento econômico, com efetivo benefício social, quase invisível no mundo dos negócios! 


Jarib B D Fogaça|

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