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Jarib B D Fogaça
Jarib B D Fogaça
Diretor Adjunto na ACIC, sócio na JFogaça Assessoria e conselheiro independente.

O desafio da gestão remota, mesmo que on-line

Temos trabalhado, já há alguns meses, de forma remota, forçada. Se antes essa proposta de trabalho, do escritório em casa e do trabalho on-line, parecia um modismo, algo de vanguarda, durante o tempo de reclusão pela pandemia se tornou uma forma de sobrevivência.

A produção industrial que já está em grande parte automatizada não deve ter uma grande mudança, talvez uma evolução com maior automação e gestão remota, mas acredito que terá que ser gradual para ser efetiva. Na sequência, temos a logística, que precisa existir e certamente continuará se modernizando, e que tem a característica de ser uma rede intrincada e fundamental para nossa sobrevivência, já que assegura que os produtos uma vez produzidos cheguem aos seus destinos intermediários e finais.

Agora, o comércio e principalmente os serviços, esses sim sofrerão um grande impacto, na maioria dos casos de desafios de se fazer melhor e com menor atrito possível. Mas para que isso aconteça, como fazê-lo de forma remota e pouco presencial? Esse desafio ainda está por vir e ser experimentado por uma grande parte das empresas, no mundo e, principalmente, no Brasil.

Nosso estilo cultural, social e de gestão empresarial ainda é de forma muito presencial e interativa. Ainda não estamos tão acostumados a interação remota, rápida e objetiva, nem receber instruções [remotas] e planos de trabalho, interpretá-los e executá-los com efetividade, ou seja, atingindo o objetivo.

Este tema de liderança e gestão empresarial é infindável e a todo o tempo os grandes pensadores e estudiosos, assim como os executores dessas funções discorrem sobre o que acreditam ser os pilares dessa tarefa interna nas organizações empresariais, sociais (ONGs) e, inclusive, governamentais, ou seja, os próprios departamentos de estado e governo. Em uma dessas várias publicações sobre liderança e gestão [empresarial] suportada pelo IMD [uma escola de negócios Suíça], os autores tratam amplamente daquilo que eles chamam, numa tradução livre, de: “Estando lá, mesmo quando você não está: a liderança por meio de estratégias, estruturas e sistemas [processos]”.

Neste momento de retomada após um longo tempo de distanciamento é certo que todos aprendemos a nos comunicar melhor e entender melhor nossas tarefas individuais e coletivas, tanto no extremo daquele que recebe orientações como daquele que dá orientações. Não temos a presença física, algumas vezes temos o visual on-line, naturalmente com alguma limitação, e precisamos entender um ao outro, executar uma tarefa ou procedimento e atingir um objetivo. Os estudiosos lançaram um conceito que podemos sintetizar entre a atividade de gestão “na” empresa versus gestão “da” empresa!

Com o distanciamento social devido a pandemia e o consequente distanciamento empresarial, devemos ir além do aprendizado prático, que provavelmente tivemos, e buscar ainda mais um aprendizado teórico e concreto de gestão remota. Isso pois nossas organizações, empresariais ou de qualquer outra natureza vão em muito depender da nossa capacidade dessa forma de gestão para sobrevivência nesse novo momento que já está sendo chamado de “novo normal”.

Uma nova realidade em que não há mais espaço para se atingir os objetivos apenas estando lá e, sim, o de atingirmos nossos objetivos refletindo nossa presença mesmo não estando presente no dia a dia das tarefas em que somos parte constantemente.


Jarib B D Fogaça|

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