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Jarib B D Fogaça
Jarib B D Fogaça
Diretor Adjunto na ACIC, sócio na JFogaça Assessoria e conselheiro independente.

Há uma nuvem cobrindo o mundo

O mundo vive um momento de significativa virtualização da comunicação e gestão dos negócios. De certa forma, virtualização, é a técnica de separar aplicação e sistema operacional dos componentes físicos. No linguajar mais comum é fazer o trabalho on-line e na nuvem! Fonte: Jarib B. D. Fogaça

Com a virtualização de uma aplicação ou apresentação, estas podem rodar em um servidor, em um ambiente centralizado ou ainda serem reproduzidas em outros sistemas operacionais e equipamentos, na nuvem, que de fato está em algum lugar físico!

Mas o que nos chama mais atenção é o fato de que em todo o mundo, as empresas estão migrando para a nuvem.  Estão fazendo isso para executar operações e habilitar novos aplicativos e recursos. O movimento tem ido mais longe e mais rápido durante a pandemia do que em qualquer outro momento da história recente. E não há dúvida de que nos próximos cinco anos haverá um surgimento de novas empresas e serviços na nuvem em muitas regiões do globo.

Cada região terá sua própria história. Algumas pesquisas apontam que os principais provedores de infraestrutura e plataformas em nuvem são exatamente os nomes que você esperaria: Amazon, Microsoft e Alphabet. Mas a história será muito mais complicada e muito mais cheia de oportunidades do que isso. Cada região terá seus vencedores e perdedores e é por isso que devemos estar alertas. Ao fazer isso, nos perguntamos: o que podemos aprender sobre o avanço da nuvem na Europa, Ásia, América do Sul, Austrália e mesmo na América do Norte? Quais empresas permanecem sob o radar apesar do sucesso das operações?

Vejamos o que acontece no Canadá com a Blackberry se reinventando a partir de uma associação colaborativa com a AWS, a nuvem da Amazon; e na Inglaterra uma outra empresa local se coloca na fronteira da nuvem, a “Iomart”. Na Austrália, um país que nos parece distante geograficamente, há uma série de empresas globais operando ferramentas na nuvem; sem falar na Alemanha e União Europeia.

Em todo esse mercado temos ainda a China com o crescimento de muitas empresas locais na nuvem – vale notar que uma onda recente chamada Clubhouse, um app de salas privadas entrevistas e discussões, estava, e ainda pode ser que esteja usando, a nuvem de uma empresa chinesa chamada Agora.

Há mais de dez anos tratamos de uma outra onda mundial que surgia, a onda de semicondutores e a oportunidade que o Brasil poderia ter trazendo essa indústria para o país. Isso não aconteceu e hoje vemos que essa indústria gera uma riqueza fenomenal no mundo. Raramente um equipamento pode existir e funcionar sem um componente chamado semicondutor. E mesmo essa indústria ainda cresce muito, com a chegada do 5G e da IoT, a Internet das Coisas.

Nos parece uma onda perdida, mas novas oportunidades sempre surgem. E novamente estamos à frente de uma nova onda associada principalmente às estruturas e serviços de nuvem em todo o mundo. Estruturas físicas que precisam existir para dar vida à nuvem tecnológica, além dos serviços dos mais variados para atender às necessidades empresariais existentes e aquelas que vão surgir com a própria chegada do 5G e da Internet das Coisas.

É fácil cair em uma armadilha de discussão intelectual com o conceito da nuvem. Como as soluções podem ser implantadas em qualquer lugar que se tenha acesso à internet, geralmente assumimos que esses setores são do tipo “o vencedor leva tudo em todo o mundo”. Porém, simplesmente, não é esse o caso.

Claro que AWS, Azure e Google podem possuir a maior parte de alguns setores. Mas, ao ignorar as enormes áreas ainda inexploradas no país, estaríamos negligenciando algumas oportunidades de investimento e empreendimento dos negócios de nuvem.

Considerar essas oportunidades de negócios e empreendedorismo pragmático seria um bom começo para investimentos em nuvem e em serviços correlatos no Brasil.


Jarib B D Fogaça|

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