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Jarib B D Fogaça
Jarib B D Fogaça
Sócio na JFogaça Assessoria e conselheiro independente.

Feitas para sobreviver

Os livros, novos ou velhos e antigos, são uma fonte inesgotável de aprendizado. A visão que temos hoje do mundo e daquilo de melhor que temos e desfrutamos são resultado de um balanço que tem de um lado as empresas, empresários e dirigentes, empreendedores; e de outro a academia, os estudos e livros, que analisam continuamente as tendências.

Dois livros marcaram época com títulos em português: Feitas para Durar; e depois, Feitas para Vencer! Numa leitura rápida vemos que pouquíssimo mais de 20 anos depois desses estudos, poucas das empresas listadas em ambos os livros estão entre as maiores e as mais admiradas atualmente.

Entretanto, uma leitura cuidadosa dos princípios discutidos nesses livros nos mostra que tais princípios permanecem. A longevidade e a superação que cada empresa busca e atinge, pode não as manter como as maiores e mais admiradas ao longo do tempo, mas não tira dessas empresas a qualidade de empresas admiráveis.

Da mesma forma que a empresa de comparação, uma técnica usada pelos estudos de ambos os livros, essas empresas de comparação não deixaram de ser empresas renomadas. É certo que algumas dessas e mesmo das empresas-destaque nos dois livros sucumbiram.

Mas todos esses ciclos de empresas em destaque em uma certa época sempre se reciclam! Os ciclos de mercado, os produtos e serviços que no passado foram tidos como imprescindíveis e, aparentemente, geravam as maiores riquezas do planeta, hoje são chamados de “commodities”.

Independentemente de cada empresa, se feitas para “durar” ou “vencer”, acredito que estamos vivendo tempos em que as empresas precisam ser feitas para “sobreviver”! Basta vermos o que temos presenciado nos últimos anos! Com o advento de toda tecnologia disponível para uma empresa se tornar plenamente digital, fomos ficando confortáveis e nos esquecendo de algumas premissas vitais. De que dependemos de uma logística mundial a todo o tempo, subsidiando a vida real a cada dia.

A maioria das empresas visionárias e vencedoras, tanto pesquisadas como tendo sido base de comparação, está por aí; mesmo depois de uma pandemia e em plena guerra, acontecimentos que causaram, e ainda causam, uma ruptura econômica sem precedentes. A falta de suprimentos em todo o mundo e uma inflação galopante sem se saber como se controla. Em situações dessa natureza, vemos que temos muito mais empresas sobreviventes do que qualquer outro tipo.

E não nos parece que a longevidade de qualquer empresa lhes dê condições de sobrevivência; a sobrevivência, seja empresarial ou de qualquer outra natureza, está associada a outros elementos tais como dinamismo e renovação. Um bom diagnóstico empresarial em um mundo de sobrevivência deve comportar dois elementos:

  • Dinamismo; principalmente voltado para o mundo externo, que exige uma ação rápida e focada, ágil e enérgica de um indivíduo, de uma empresa, para o mundo externo;

 

  • Renovação; neste caso voltado para o interno, para um processo de transformação, de dar um novo sentido àquilo que se faz, de ter uma nova visão do mundo, agora partindo de dentro para fora da empresa.

Em algum momento do futuro certamente veremos muitas empresas sobreviventes, que passaram por uma pandemia e uma guerra, e seus efeitos econômicos de falta de produtos e inflação! Veremos então que foram necessários, dinamismo e uma renovação constante para que essa sobrevivência pudesse ser alcançada.

 


Jarib B D Fogaça|

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