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Jarib B D Fogaça
Jarib B D Fogaça
Diretor Adjunto na ACIC, sócio na JFogaça Assessoria e conselheiro independente.

A nova onda ambiental no mundo

Desde a recente abertura das atividades na ONU e por toda parte, há uma crescente demanda por uma nova onda de proteção ambiental. Lidar com o assunto (ou tema), seja nos âmbitos global, nacional, local, pessoal e até mesmo empresarial não é uma tarefa fácil. 

 

Discutir o futuro ambiental do planeta tende a ser algo semelhante a discutir o futuro espiritual da humanidade, algo que está sempre além de nós mesmos. A pirâmide de Maslow já concebeu e nos explica muito bem essa dificuldade. As necessidades humanas começam pelo básico, pelas necessidades fisiológicas que podemos simplificar como necessidades de sobrevivência humana natural, incluindo alimentação, bebida e abrigo.

 

Em seguida, temos a necessidade de segurança própria, uma segurança representada pela ordem, pela lei, pela estabilidade do meio em que se vive. Esses dois primeiros elementos, as necessidades fisiológicas e de segurança, se classificaram após anos de estudos como necessidades básicas do ser humano.

 

Discussões sobre o meio ambiente e sua proteção são nobres, mas precisam estar em harmonia com a satisfação das necessidades humanas básicas. De outra forma ficarão vazias e sem respaldo dos governos e da população. Adicionalmente, as organizações empresariais e as não governamentais, as chamadas ONGs, têm um papel fundamental no apoio a essas iniciativas. A começar por tornarem públicas suas próprias metas associadas às iniciativas ambientais, sociais e de governança, as iniciativas do inglês ESG, e seus respectivos relatórios.

 

Um relatório recente do fundo de investimentos Blackrock sobre a sustentabilidade como o futuro dos investimentos, defende que a existência de dados mais detalhados, a análise mais sofisticada e a compreensão social da sustentabilidade em mudança [além de aumentar a conscientização de que certos fatores - geralmente caracterizados como ambientais, sociais e de governança ou ESG] podem estar ligados ao potencial de crescimento de uma empresa a longo prazo. 

O relatório destaca aspectos como:

 

  • Evolução de dados ESG: com o crescente interesse em investimentos sustentáveis, os provedores de dados [as organizações de forma geral] aumentaram seus esforços na coleta e comunicação de indicadores ESG;

 

  • Um ganha-ganha: ações regulatórias e inovações tecnológicas estão alimentando a transição para uma economia de baixo carbono - uma sociedade mais eficiente na produção de bens e serviços ...

 

E ainda vale destacar as lições sintetizadas pelo relatório que podem servir como base para uma discussão prospectiva positiva sobre o tema:

 

  • Definir metas internas e gerar relatórios sobre marcos é fundamental para ajudar a avançar no entendimento do que é um processo em evolução;

 

  • A integração ESG deve ser vista como uma jornada, não como um exercício de seleção de caixa;

 

  • Ferramentas de dados e tecnologia são cruciais.

 

O relatório pode ser consultado no link: https://www.blackrock.com/us/individual/literature/whitepaper/bii-sustainability-future-investing-jan-2019.pdf

 

Esses e muitos outros relatórios estão disponíveis para nos suprir de entendimento da situação. Mais recentemente um estudo da Accenture Strategy sobre o Pacto Global das Nações Unidas também tratou do tema. Esse estudo sobre sustentabilidade oferece uma visão sobre as oportunidades e os desafios para a sustentabilidade desde o lançamento dos Objetivos Globais em 2015.

 

Interessante se observar que a transformação é difícil. Restrições econômicas e prioridades concorrentes são barreiras comuns a serem superadas. Incertezas geopolíticas, tecnológicas e socioeconômicas também são fatores desafiantes.

 

O grande destaque dos relatórios técnicos estruturantes é que na maioria deles está clara a necessidade de harmonia e alinhamento entre governos, iniciativa privada e organizações não governamentais. Mas não somente um alinhamento de ideias e, sim, um alinhamento de necessidades e fatos. Não bastam desejos e holofotes sem dados consistentes para subsidiar os fatos e, mais importante, para subsidiar propostas e iniciativas.

 

As ONGs, por exemplo, podem apresentar relatórios próprios de suas atividades ambientais, sociais e de governança bem como propostas estruturantes para se atrair interesse e capital para suas demandas.

 

As empresas, da mesma forma podem e devem divulgar detalhadamente, dados próprios dos impactos que seus negócios têm no meio ambiente, na sociedade e sua estrutura de governança. Em meio a toda essa agitação ambiental, a Amazon, uma das mais famosas empresas do mundo, tornou públicas algumas de suas iniciativas, buscando dar transparência ao seu compromisso com o meio ambiente.

 

E ainda mais importante é a participação dos governos nessas iniciativas. Tal como observado anteriormente, os governos devem implementar iniciativas que busquem um ganha-ganha; por meio de ações regulatórias que promovam inovações tecnológicas alimentando a transição da indústria para uma economia de baixo impacto ambiental, grande benefício social e a promoção de uma sociedade mais eficiente na produção de produtos de consumo, bens e serviços, que possam satisfazer as necessidades básicas da sociedade.

 

Jarib B D Fogaça| EDUCACAO, TENDENCIA, TECNOLOGIA, FERRAMENTA

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