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Campinas registra saldo positivo de empresas abertas em agosto e vendas crescem no comércio

Informações divulgadas pela Associação Comercial e Industrial de Campinas (ACIC) com base nos dados da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp) apontam quantidade de empresas abertas maior do que encerradas nos oito meses de 2021.

Campinas encerrou agosto com saldo positivo de 462 empresas abertas, resultado das 735 empresas ativadas contra 273 negócios encerrados no mês. No acumulado do ano, o saldo também é positivo,  com 2.587 novos negócios abertos. De janeiro a agosto de 2001 foram ativadas 5.483 empresas e encerradas 2.896. Na comparação com o mesmo período de 2020, a quantidade de empresas abertas aumentou 63,77%. 

O percentual de empresas encerradas nos oito primeiros meses do ano também cresceu, registrando 13,5%.Os dados são da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp), com avaliação do economista Laerte Martins, diretor da Associação Comercial e Industrial de Campinas (ACIC).

De janeiro a agosto de 2020 foram abertas 3.348 empresas e encerradas 2.555. A quantidade de empresas abertas em agosto (total de 735), perde apenas em 2001 para fevereiro, quando foi registrada a abertura de 742 novos negócios. Já o encerramento de empresas em agosto, que somou 273 empreendimentos, é maior apenas do que o registrado em julho de 2021, quando foram fechadas 262 empresas. 

Avaliação do comércio

Os dados de agosto de 2021 da  Boa Vista - SCPC, avaliados em função do nível de faturamento, apresentaram uma elevação de 9,2% em relação ao mesmo mês de 2020 e de 11,06% em relação a julho deste ano. O economista Laerte Martins, diretor da ACIC, destaca que, em agosto,  a movimentação das vendas do Dia dos Pais, que cresceu 25,5% na comparação com 2020, contribuiu para os resultados positivos. “A partir de maio de 2021, quando as atividades não essenciais do comércio varejista começaram a ter ampliados os horários de funcionamento e houve avanço na aplicação das vacinas contra a Covid-19, os volumes de vendas passaram a ser maiores do que os registrados em 2020: o faturamento de maio, no comparativo com o mesmo mês do ano passado cresceu 1,75%; o de junho, 6,1%, o de julho 8,7% e, em agosto, 9,2%.

“No acumulado do ano (janeiro a agosto de 2021), o comércio varejista da Região Metropolitana de Campinas começou a reverter a perda de R$ 79,3 milhões nos sete primeiros meses e registrou um ganho de R$ 135,9 milhões no faturamento de vendas no comércio e serviços. No período de janeiro de 2020 a agosto de 2021, a perda foi reduzida a R$ 5,3 bilhões, considerando esses R$ 135,9 milhões de receita dos oito meses deste ano”, explica Laerte Martins.

Considerando apenas as vendas físicas, o faturamento em Campinas, em agosto de 2021, foi de R$ 1,146 bilhão, que representam 109,2% na comparação com agosto do ano passado. Na RMC, o faturamento foi de R$ 2,729 bilhões, também significando 109,2% com agosto de 2020.

                                                    

Nas vendas de Bens Não Duráveis, o setor de Supermercados evoluiu 10,5%, o de Postos de Combustíveis, 9,2% e o de Drogarias e Farmácias 6,2%. Nas vendas de Bens Duráveis, o destaque é para os setores de Material de Construção, que cresceu 6,9%, e o de Vestuário, com aumento de 2,2%, na comercialização de produtos. Nas vendas de “Serviços”, o setor de Bares e Restaurantes começa a crescer, com 1,8% de aumento em agosto de 2021. Já o setor de Turismo e Transportes, ainda em queda, sofreu redução de 0,95%) no mês passado. Nas vendas digitais do varejo (e-commerce), a expansão foi em 25,2%, elevando o faturamento de R$ 123,9 milhões registrado em julho para R$ 155,1 milhões, em agosto.

Inadimplência

A inadimplência no comparativo agosto de 2021 X agosto de 2020, teve uma pequena elevação de 1,12%, gerando 188.426 carnês/boletos não pagos, que correspondem a R$ 135,7 milhões em valores de endividamento dos consumidores de Campinas. Na RMC, foram registrados 448.633 carnês/boletos não pagos, correspondendo a R$ 323 milhões.

“A evolução do varejo em Campinas e Região demonstra uma melhora graças à intensificação do processo de vacinação. Mas, por outro lado, as instabilidades política e econômica começam a fluir negativamente em todo o processo produtivo do país, com reflexos na redução do Produto Interno Bruto (PIB) para valores abaixo dos 4,5% projetados para 2021, podendo cair para 2% até o final do ano”, explica o economista.


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