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Laerte Martins
Laerte Martins
Economista da ACIC

Varejo de março influencia negativamente as vendas do 1º trimestre

As vendas do Comércio Varejista de Campinas, em Março de 2016, em avaliação com Março de 2015 tiveram uma redução de 5,56% no volume de vendas, apesar de ter uma evolução de 7,21%, quando avaliada com Fevereiro de 2016, por ser Março, um mês de mais dia corridos que Fevereiro passado.

Em relação ao trimestre, no entanto, as vendas estão negativas em 3,07% e apresentam, em valores nominais, uma arrecadação de R$ 2.958,9 bi, cerca de 2,16% abaixo do acumulado de 2015.
Apesar das fracas vendas da “Páscoa”, que ficaram 6,85% menores que as vendas do período de 2015, só as de alimento e bebidas foram positivas em 2,10%; e vestuário e calçados cresceram 1,80%; e eletroeletrônicos com expansão de 0,85% em relação ao período da Páscoa de 2015.

Outro destaque a se verificar, foi a queda de 13,78% nas vendas à prazo e o crescimento de 6,10% nas vendas a vista, o que indica que o consumidor está adquirindo, estritamente “o necessário” com o seu “fluxo de caixa”, fugindo das compras à prazo, nas aquisições mais supérfluas.
A inadimplência, em função da Lei da AR, foi estimada em 22,90% acima, frente a Fevereiro de 2016, e 6,84% frente a Março de 2015.

No acumulado do ano, a inadimplência evoluiu em 6,62%, com 48.863 boletos/carnês vencidos e não pagos, a mais de 30 dias, representando cerca de R$ 35,4 milhões, que ficaram retidos no comércio varejista.
Na RMC, os números projetados demonstram também, uma redução de 3,23% nos volumes no trimestre, apresentando em valores nominais, uma arrecadação de R$ 7.046,7 bi, cerca de 2,07% abaixo do acumulado de 2015.

As vendas da Páscoa, também obtiveram uma redução de 6,87% na RMC, demonstrando uma elevada quantidade de retenção de produtos da Páscoa nos estoques do Comércio, como constatado também em Campinas.
A inadimplência também apresentou uma elevação de 6,61% no trimestre, com 116.340 boletos/carnês vencidos e não pagos a mais de 30 dias, representando cerca de R$ 84,3 milhões que ficaram retidos no comércio, por falta de pagamentos.

A perspectiva para o comércio varejista continua em franca tendência nas quedas de vendas para os próximos meses, diante da deteriorização dos atuais indicadores da economia, bem como da política.

Laerte Martins
Economista - ACIC


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