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Eduardo Vilas Bôas
Eduardo Vilas Bôas
Professor, consultor, blogger e editor do MMdaMODA

Sua vitrine vende produto ou valor?

Sua vitrine tem sido usada apenas para mostrar produtos à venda? Se sim, me desculpe dizer, mas você está fazendo isso errado e talvez desde a metade da década de 1990. Isso porque desde essa época o varejo tem focado suas estratégias na criação de valor e não mais na simples oferta de produtos. Estamos vivendo a Era do Branding.  

O varejo não é mais um canal somente para escoar produtos adquiridos em grandes lotes direto dos fabricantes. Tanto que hoje já podemos comprar direto de atacadistas ou de fabricantes. Independente do canal, queremos ter acesso àquilo que desejamos e, sobretudo, receber um bom atendimento e viver uma experiência de compra única. 

Dessa forma, o consumidor tem sido mais exigente com os varejistas. E essa exigência se converte – basicamente – na forma de uma significativa experiência de compras. Logo, todos os esforços de marketing do lojista devem estar concentrados na busca pela satisfação. As vendas nisso tudo? Serão uma consequência direta (o resultado) desse trabalho bem feito de branding. 

Retomando o tema das vitrines, sim, elas também são ferramentas de potencialização dessa experiência de compra. Elas também devem ser usadas de forma estratégica, diferenciada e inovadora. Vitrines servem, sobretudo, para apresentar a essência da sua marca ao consumidor no momento mais importante da jornada de compra: quanto ele está decidindo se entra ou não no seu ponto de venda. 

Vitrines, assim como as lojas, têm o poder de reinventar produtos, trazer novos significados a eles e propor ações ao consumidor que gerem maior empatia e buzz marketing. Enquanto você ainda acha que vitrine é uma extensão do seu estoque e, por isso, não faz nenhuma diagramação visual, empresas no Brasil e no exterior têm investido pesado nessa mídia. 

No FRV 2017 foi apresentado o case da marca Rent the Runway, que colocou sua vitrine à disposição do pensamento de sua consumidora: em post it colados na vidraça, elas puderam definir como será a mulher do futuro. Já a marca Esprit usou suas vitrines para promover a diversidade e a beleza singular de cada consumidor: além de fotos, modelos e looks diversos, a hashtag #ImPerfect (#EusouPerfeito) arrematou a ação.

Outras marcas têm usado suas vitrines para defender a causa LGBTQ, campanhas para levantar fundos contra a sede na África, divulgado ações sociais locais que patrocinam, enfim, entenda que vitrine não serve para vender produto, vitrine deve vender uma construção de valor positiva, que pode perpassar ou não pelo seu mix de produtos. (Re)pense.


Eduardo Vilas Bôas| Coluna, Blog, Eduardo-Vilas-Bôas, Tendências, Associação-Comercial-Campinas, ACIC, Vitrine, Vitrinismo

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