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Marcelo Veras
Marcelo Veras
CEO da Atmo Educação

Ouvido seletivo

“Há momentos nos quais você deve escutar sem ouvir”

Vou fazer uso hoje de uma fábula narrada pelo expert em storytelling, Max Franco, que é muito pertinente ao momento em que vivemos como profissionais e como habitantes deste “tanque”.
Havia um tanque que estava cheio de sapos. Por que os sapos estavam num tanque? Por que eles não estavam num outro lugar? O fato é, essa história depende que sapos estejam confinados num lugar inóspito. Por que eles estão? Porque a história pede, só isso. 
Os sapos estavam num tanque. Mas não estavam satisfeitos em estar nesse tanque. Parece um país que conheço. Um país perto do nosso. O problema é que os moradores deste tanque ficavam o tempo todo resmungando e falando mal das condições de vida naquele logradouro. Tudo era razão de crítica: o preço dos combustíveis, a corrupção, os impostos, o BBB, o zica, o desemprego crescente, a economia em queda livre e todas as desgraças existentes naquele território.
Foi aí que um sapo teve uma ideia:
- Vamos fugir do tanque.
- Como fugir? Dá para fugir?
- Claro que dá para fugir, a gente é sapo e sapo salta. Vamos saltar e ir embora desta joça.
- Salta você primeiro.
- Por que eu?
- Porque eu dei a ideia. Vai, salta. Vai amarelar?
- Eu sou verde, mas não amadureço igual banana. Eu não amarelo. - disse o sapo e pulou. Infelizmente, mal alcançou a metade da parede, meteu a cara na parede e caiu feio.
Nesta altura, havia se amontoado um monte de sapos. Todos emitindo as piores opiniões. "Estamos perdidos!". "Vamos morrer aqui!". "Não há saída para ninguém!". " É o armagedom!". "É o lepo-lepo!". A conclusão da coletividade era só e apenas uma: Não haveria chances de escapatória daquela situação grave e crítica. 
Até que um sapinho ousado, meio magrelo, de jeito encabulado, pernas finas, abriu caminho no meio da bagunça e, mesmo em meio a todas as previsões de catástrofe, deu um salto impressionante até a borda do tanque. Ele conseguiu. O impossível tinha sido feito.
- Ei, sapo! - gritou o sapo-chefe lá de baixo. - Ei, sapinho! Parabéns! Que maravilha! Como você conseguiu tal façanha? Ensine para nós! Todos queremos sair dessa... desse tanque. Ei, sapo, por que não responde? Não quer nos ajudar?
- Não é isso! - disse uma sapinha simpática ali perto. - É que ele é surdo mesmo!

Moral da história: Às vezes é necessário ser “surdo”.

O momento em que vivemos não é bom. Disso, todo mundo sabe. Agora, se tem uma coisa que não vai ajudar em nada é reclamar. Muito menos ficar dando ouvidos aos discípulos do apocalipse. E são muitos, viu? Olhe a sua volta. A quantidade de gente falando mal de tudo, de todos, e pregando o fim do mundo é enorme. Dependendo do caso, temos que ouvir, até por uma questão de educação e para não deixar uma pessoa falando sozinha, mas temos que ouvir sem escutar. E a razão é muito simples – se formos entrar nessa histeria de acreditar que nada mais tem solução, aí que a coisa vai ficar feia, concorda?
Mais uma vez, insisto, vamos gerenciar o que temos para gerenciar – o nosso tempo, o nosso dinheiro e a nossa energia. E colocar esses recursos naquilo que pode produzir resultados, e não ficar nessas rodinhas de sapos que entram numa doença coletiva de pessimismo , falam muito e produzem pouco. Enquanto isso, tem muita gente “surda” que está passando na frente e fazendo a coisa acontecer. Até o próximo!


Marcelo Veras| Marcelo-Veras, Ouvido-Seletivo, ACIC

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