http://atualiza.acicampinas.com.br/ADMblog/thumbs/43.jpg
Jarib B D Fogaça
Jarib B D Fogaça
Diretor na Anefac Campinas, sócio na Jequitibá Investimentos, e Conselheiro Independente.

Os sete princípios de uma empresa bem-sucedida

Muito se ouve, hoje em dia, sobre as empresas e suas definições de visão, missão e valores. Também se veem várias definições de princípios e propósitos de toda forma. Definições essas que norteiam a atuação das suas respectivas empresas, ao mesmo tempo em que evoluem. Sim, essas definições têm evoluído em si mesmas e no contexto das empresas. As empresas crescem, se fortalecem e buscam atualizar suas definições junto àquilo que acreditem que melhor condiz com sua realidade presente.

Como então definir e atualizar tais definições ao longo do tempo? Como assegurar que tais definições refletem realmente aquilo a que nos propusemos fazer? E ainda, como assegurar que estamos atuando alinhados àquilo que nos propusemos? Esse é um processo contínuo e que se retroalimenta continuamente, mas que se não vigiado, se desvia dos seus propósitos rapidamente, e então perdemos o controle.

Gosto de definir de forma sucinta e precisa o que compõe visão, missão e valores. Visão é aquilo que nos propusemos alcançar; missão é a própria busca de concretização da visão; e valores são os meios pelos quais vamos executar a missão e atingir nossa visão. Esse também é um processo contínuo e circundante e que deve se retroalimentar para sobreviver.

Visão: para melhor entendermos a visão, podemos nos valer do mote que Martin Luther King cunhou em seu discurso célebre: ”Eu tenho um sonho que um dia ...”. Como esta frase, King desenvolveu toda a sua visão de esperança na igualdade entre todas as raças nos Estados Unidos, assim como tudo aquilo que ele almejava.

Missāo: é a busca diária da concretização da nossa visão. A própria definição de missão nos ajuda a entendê-la. Missão é um encargo, uma incumbência, uma responsabilidade que recebemos de executar algo, e neste caso, dar vida a algo, ao sonho, a visão que nos propusemos desde o início.

Valores: por sua própria definição são conceitos que estabelecemos para nortear nossa forma de agir, impondo parâmetros sob os quais devemos agir. Parâmetros esses que devem ser seguidos na execução de nossa missão em busca da nossa visão.

Mas nada disso terá resultado se não tivermos uma estratégia, uma estrutura, além de pessoas. E aqui devemos nos ater aos fundamentos do sucesso para que tal propósito (que é o de atingir sua visão por meio de sua missão sustentada por seus valores) de uma empresa seja atingido. E aqui vamos nos valer dos ensinamentos de Michael E. Gerber e seus princípios de uma empresa bem-sucedida. Um dos princípios de uma empresa bem- sucedida é manter-se sustentável sob todas as condições econômicas e em todos os mercados. E os fundamentos para a sustentação desse princípio são como segue:

1 - Escolha o mais comum. Crie e venda aqueles produtos que jamais sairão de moda. Mas a moda é imprevisível e muda da noite para o dia, a moda é caprichosa. As grandes empresas não são imprevisíveis nem caprichosas. Elas têm fundamentos e só fazem o que a tradição manda. Fazem com que a longevidade prevaleça e que a necessidade seja suprida. Mas de que forma? Procurando uma maneira melhor de fazer o básico, o comum. Enfim, uma maneira melhor de fazer tudo aquilo que as pessoas precisam que as empresas façam.

2 - Procure melhorar sempre. As empresas morrem, principalmente, por permanecerem estáticas. A tradição não é estática, ela é regular e contínua. As grandes empresas estão sempre recriando o passado. Essas empresas demonstram o compromisso de fazer as coisas elementares, essenciais, melhor do que ninguém. Procure melhorar sempre os resultados para os seus clientes, pois a atividade empresarial é sempre uma questão de resultados melhores para seus clientes.

3 - Ouça seu cliente. Todos dizem isso, mas poucos o fazem. Observe-o, ouça o que ele diz, veja o que ele faz. Compreenda a sensação de ser ele. Saiba o que ele pensa a seu próprio respeito. Conheça-o melhor do que você conhece a si mesmo.

4 - Responda ao que você vê, ouve e sente. O simples fato de ouvir o seu cliente será um desperdício se você não transformar suas respostas em ações concretas dentro da empresa. Deve haver um mecanismo para que isso ocorra. Assim sua empresa será conhecida como a empresa que vê, ouve, sente, e “faz”! E aquela que faz o que as outras não têm a menor ideia de que precisa ser feito.

5 - Estabeleça os mais altos padrões. Quando falamos de padrões mais altos, não significa que bastam padrões melhores. Significa que os padrões da sua empresa devem ser o referencial para as demais empresas, que eles vislumbrem imitar sua empresa. Portanto, os seus padrões devem ser mais altos a ponto de que aqueles que quiserem imitá-lo não conseguirão a curto prazo. E se a sua empresa estiver melhorando constantemente, as outras terão sempre dificuldade em imitá-lo.

6 - Escreva uma história bem-elaborada. A história da sua empresa deve ser profundamente sentida e contada com firmeza. Sua empresa não é produto da história; a sua história que é o produto da sua empresa. Primeiro a empresa, depois a história e é essa história que a sua empresa deve viver. Por mais comuns que ser pareçam, essas histórias produzem lendas. E a sua empresa, essa empresa que você criou, construiu e dirige vai se tornar uma lenda.

7 - Viva a sua história. A história que você conta não dará em nada se não for vivida na sua plenitude. Ela deve ser vivida por sua empresa, por seu pessoal, por você. Como fundador (ou mesmo principal dirigente) da sua empresa, você deve viver seu papel de protagonista na sua empresa e na sua vida. Lembrando que ela não é ficção, a história é real, tão real quanto você. E o papel que você desempenha é real, assim como sua empresa.

Portanto, esses fundamentos nos ensinam como criar, construir e manter uma empresa sustentável sob todas as condições econômicas e em todos os mercados, e ainda produzindo resultados significativos e altamente diferenciados para todos os seus clientes. E tudo isso somente será possível se, ao implementar esses fundamentos, eles estejam plenamente alinhados ao seu propósito maior, delineado por sua visão, missão e valores previamente concebidos, ou melhor, sonhados, tal como Martin Luther King sonhou um dia. 

Jarib B D Fogaça é sócio na Jequitibá Investimentos, Diretor na Anefac Campinas, e Conselheiro Independente.


Jarib B D Fogaça| Jarib-B-D-Fogaça, Jarib-Fogaça, ACIC, Artigo, Coluna, Negócios

Pode lhe interessar


Colunistas


Foto Foto Foto Foto Foto Foto Foto Foto Foto Foto Foto Foto Foto Foto

Posts recentes


Assuntos relacionados