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Adriano Pedro Bom
Adriano Pedro Bom
Sócio-diretor da Propter Desenvolvimento Gerencial

O que você diria?

Se algum entrevistador em um processo seletivo perguntasse sua opinião sobre a “crise”, o que você diria?

Se algum entrevistador em um processo seletivo perguntasse sua opinião sobre a “crise”, o que você diria?

Talvez sua resposta coincida com a minha.

Não é preciso ser expert em economia para entender os efeitos da recessão. E, mesmo sem muito esforço, números e mais números aparecem à nossa frente apontando tendências sobre desemprego, queda do consumo, etc. Entretanto, há um capítulo à parte que não aparece nos noticiários. E é justamente sobre esse tema que eu discorreria em uma entrevista de emprego.

No início de abril deparei-me com uma matéria com o título “Imunes à crise: as 25 empresas com os maiores lucros de 2015” no Portal Exame. Fiquei curioso e procurei conhecer as empresas em questão. Até certo ponto, nada de novo. Diversas instituições financeiras (bancos) no topo da lista. À medida que avancei na análise do ranking deparei-me com organizações dos setores alimentício, telecomunicações, concessionários de energia elétrica, dentre outros. Será então que os bons resultados são explicados pelos setores de atuação dessas empresas?
Encontrei então outra matéria, do mesmo portal, ao final da leitura inicial: “Os 25 maiores prejuízos de 2015, ano de perdas históricas”. Para minha surpresa (na verdade a surpresa nem foi tão grande), diversas empresas que tiveram os maiores prejuízos de 2015 atuam no mesmo ramo de atividade de empresas que tiveram os maiores lucros em 2015. Algumas são concorrentes!!

Conclusão???

Na verdade o setor de atuação não é o fator determinante do sucesso ou do fracasso. Nem sequer a crise econômica explica este contexto tão paradoxal. Ocorre é que há uma CRISE DE GERENCIAMENTO atuando ao mesmo tempo que a CRISE ECONÔMICA. 
No momento em que o consumo cai, naturalmente a rivalidade aumenta. Quando isso acontece, os clientes, mais seletivos, vão procurar as melhores ofertas. Destacam-se no ambiente recessivo (e têm inclusive lucros acima da média) as empresas que tem um ótimo gerenciamento de custos, excelente atendimento, fornecedores qualificados, inovam consistentemente, mantém um fluxo de caixa saudável, mantém colaboradores capacitados, detém os melhores canais de distribuição, são mais flexíveis, etc. 
Conheço pessoalmente a história de uma empresa que sempre gerenciou com cuidado suas finanças e investimentos. Sempre honrou com os compromissos fiscais. Hoje é a única no seu ramo que atende às condições de licitação de órgãos governamentais. Seus concorrentes têm situação pendente com o fisco e não conseguem participar. Resultado? Em um momento que se fala em crise, estão expandindo seus negócios. A todo vapor. 
Minha resposta, portanto, indicaria que estamos diante de uma crise econômica debatida amplamente, e de uma crise gerencial pouco notada, pouco comentada, e que traz impactos iguais ou ainda maiores.
O que você diria?

Abraço, e sucesso!

Adriano Pedro Bom
Sócio Diretor da Propter Desenvolvimento Gerencial – Educação Corporativa
www.propterdg.com.br 
 


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