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Jarib B D Fogaça
Jarib B D Fogaça
Diretor Adjunto na ACIC, sócio na JFogaça Assessoria e conselheiro independente.

A busca da autorrealização

Quais são nossas ambições, nossos desejos e nossas reais possibilidades para este começo de ano?

Com a chegada de um novo ano, muito se discute sobre o que esperar dele. Mas por que ao invés de esperar não buscamos algo nesse ano novo que se inicia?

Uma busca constante do ser humano é pela autorrealização. Mesmo que todas as nossas necessidades estejam satisfeitas, podemos até muitas vezes (se não sempre) esperar que um novo descontentamento e agitação se desenvolva.

Como se diz: um músico deve fazer música, um artista deve pintar, um poeta deve escrever, se cada um deles quiser ser finalmente feliz. Aquilo que um ser humano pode ser, ele deve ser.

Notemos que na teoria da motivação humana de Maslow, a autorrealização está no topo da pirâmide – o ser humano busca antes satisfazer outras quatro necessidades e numa certa ordem de prioridade: primeiro ele satisfaz suas necessidades fisiológicas, depois de segurança, então as necessidades sociais, que depois o leva para a necessidade de autoestima, e finalmente a busca da autorrealização.

Enquanto as três primeiras necessidades, fisiológica, de segurança e social, são aparentemente mais óbvias de se entender e satisfazer, quando caminhamos para as próximas duas, o entendimento e a própria satisfação dessas necessidades se complica.

As consequências, os reflexos das três primeiras necessidades são mais voltadas para o próprio ser humano individualmente, sem um reflexo percebido na sociedade caso não satisfeita. Mas a autoestima é uma necessidade, uma busca, tanto de natureza individual como coletiva, e com grande impacto na sociedade. A conquista ou não da autoestima tem um reflexo muito forte em retorno e com grande impacto em cada um de nós e em toda sociedade.

O trabalho que temos como nossa atividade principal, tem parte significativa na autoestima do ser humano, principalmente pelo seu efeito concreto de ser útil, de se ter valor para algo em prol de alguém ou alguma entidade. E a falta de oportunidade de trabalho para as pessoas afeta toda uma sociedade de forma significativa, inclusive e, principalmente, dificultando seu desenvolvimento e crescimento, tirando concretamente seu ânimo.

Apesar da dificuldade que se vê na busca de trabalho, há oportunidades profissionais associadas às necessidades básicas do ser humano a todo o tempo e em todo lugar. Basta vermos essas oportunidades de fazermos algo melhor nos inúmeros aborrecimentos que enfrentamos no nosso dia a dia: a fila nos bancos, o caixa eletrônico que não funciona e o sistema de internet que cai; os asteriscos espalhados nos contratos e anúncios de ofertas, e até nos cardápios de restaurantes de comida rápida; e tem ainda a entrega atrasada ou que não chega, a assistência técnica que não se encontra disponível ou não resolve nossa necessidade. Não faltam oportunidades de trabalho, talvez falte emprego, mas não falta trabalho a todo tempo.

E se o trabalho nos propicia autoestima, por meio dele certamente podemos buscar a autorrealização. Seguramente através dele encontramos de forma mais precisa nossa vocação, aquilo que temos de melhor para nos propiciar a autoestima e a autorrealização.

Então é melhor continuarmos nossa busca pela autoestima e autorrealização neste novo ano do que esperar pelo desconhecido; melhor não deixar a vida nos levar, não deixar ser ou acontecer (don´t let it be) de qualquer forma, mas sim fazer acontecer, buscar neste ano que se inicia ainda mais nossa autoestima e nossa autorrealização.

Quais são nossas ambições, nossos desejos e nossas reais possibilidades para este começo de ano? Estamos buscando poder e influência, retorno financeiro maior, projeção profissional e reconhecimento social, independência e autonomia, segurança e estabilidade. Sempre é bom lembrarmos que não há escolha perfeita.

Não importa nossa preferência para 2018, não devemos esperar por aquilo que o ano novo vai nos trazer, mas sim buscar por aquilo que queremos e que nos propicie autoestima e autorrealização.

E em nossa busca, devemos sempre nos lembrar que os seres humanos não são perfeitos, mesmo as pessoas autorrealizadas. Não somos perfeitos, nenhum de nós.


Jarib B D Fogaça| JARIB FOGAÇA, ACIC

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