5 dicas para um marketing sensorial descomplicado
Eduardo Vilas Bôas
Eduardo Vilas Bôas
Professor, consultor, blogger e editor do MMdaMODA

5 dicas para um marketing sensorial descomplicado

Marketing sensorial é um conjunto de ações de comunicação não-verbal, de baixo custo, usado principalmente no ponto de venda (PDV). Tem como finalidade fixar uma marca, um produto ou até mesmo um serviço na mente do consumidor, através de sensações que gerem vínculo emocional. 

Trabalhar os sentidos no PDV é fundamental atualmente, haja vista também que os consumidores buscam instantes de fantasia e escapismo (tendência para fugir à realidade ou à rotina) desejosos de aliviar-se do tédio cotidiano. E, sobretudo, porque todas as nossas relações com o meio (seja loja ou não) acontecem obrigatoriamente através dos sentidos. Logo, podemos estimular o consumidor para atingir determinados comportamentos.

São diversos os recursos que podem ser empregados no PDV, mas, nesse momento vou destacar apenas uma possibilidade para cada um dos 5 sentidos. Vejamos:

Visão: a mercadoria dentro da loja precisa ser percebida e o olhar humano é extremamente seletivo, isto é, apenas 10% do que existe dentro no PDV será notado espontaneamente pelo cliente. Por isso, precisamos chamar a atenção visual dele para aquilo que é mais relevante na sua jornada de compra. Há 4 estratégias que despertam a atenção visual, são elas: intensidade, contraste, movimento e incongruência (absurdo). Procure, dentro do perfil da sua marca e o interesse do seu público-alvo, trabalhar essas ideias. Veja o exemplo dessa loja multilar que trabalhou o movimento e o contraste através do jogo de luzes numa parede específica.

Audição: há estudos que comprovam a interferência da música no comportamento de consumo, logo, sua playlist pode ser muito mais útil do ponto de vista comercial do que simplesmente animando a loja. Sabemos, por exemplo, que músicas mais clássicas (Bossa Nova, p.e.) transmitem uma imagem prestigiosa e aumentam o ticket médio. Com os “maiores sucessos” da parada os clientes esperam encontrar produtos mais populares. A música também ajuda o cliente a lembrar-se de coisas (a letra ou o estilo podem lembrá-lo de um evento, férias ou feriado que se aproxima) e o ritmo mais lento ou acelerado vai refletir na velocidade de compra.

Olfato: cada loja deve buscar sua identidade olfativa e, para isso, é preciso entender a filosofia da marca, a mensagem e a imagem que a loja quer passar para o cliente, além dos produtos vendidos e do perfil do público-alvo. Sabemos, por exemplo, que lojas aromatizadas melhoram a experiência de compra, incrementam até 14,8% do desejo de consumo, prolongam mais de 15,9% a permanência do cliente no local, permitem a associação do aroma com a marca e fixam a marca na memória dos clientes. Por isso, cuidado com os aromas comerciais prontos! Um aroma comum/banalizado dificilmente será associado a uma única marca.

Tato: associamos o tato diretamente as mãos, mas lembremos que a pele toda nos proporciona essa sensação. A indução ao tato dos produtos, principalmente para roupas e eletrônicos portáteis, pode ser uma estratégia de abordagem para induzir o gosto, preferências e uma atividade mais positiva (MEHRABIAN, 1981). Alguns estudos também comprovaram que solos com diferença de textura, como sair de um piso frio para um acarpetado, tendem a inibir o percurso do consumidor nessa transição, por isso, pense muito bem onde colocará pisos com diferenças de textura.

Paladar: mesmo lojas que não vedem alimentos podem explorar esse através do serviço de atendimento ao cliente com bomboniere (cafezinho, chá, doces, champanhe, aperitivos etc.). Algumas lojas, buscando a entrega de soluções completas, têm integrado moda, arte e gastronomia num mesmo ambiente, tirando o máximo proveito dos 5 sentidos. Segundo estudos o chocolate pode fazer o consumidor comprar itens caros ou de luxo, pois, se provocarmos uma tentação, oferecendo um bombom a uma pessoa, essa ação vai aumentar o seu desejo, e ela vai querer mais, graças aos componentes do chocolate que estimulam nosso cérebro a produzir substâncias ligadas ao prazer, bom humor e até ao amor.

Viu como pode ser fácil explorar o marketing sensorial na sua loja? Pequenas estratégias – de longo prazo – que podem impactar significativamente nas vendas. Experimente!


Eduardo Vilas Bôas| Marketing-Sensorial, PDV, Ponto-de-venda, Eduardo-Vilas-Boas, Visão, ACIC, Associação-Comercial, Campinas

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