Varejo de julho supera junho em Campinas e Região
Laerte Martins
Laerte Martins
Economista da ACIC

Varejo de julho supera junho em Campinas e Região

Os números do SCPC de julho de 2018 demonstram que as vendas do Comércio Varejista de Campinas e Região ficaram 4,79% acima das vendas de junho e (-0,65%) abaixo das vendas de julho de 2017.

Este quadro demonstra que após os efeitos da crise de maio e junho, houve em julho um retorno à normalidade das atividades econômicas, que repuseram novamente, ao comércio, em julho, uma melhora nas vendas que foram 4,79% superior as vendas de junho, que estavam sob o efeito da crise dos transportes e dos combustíveis.

Faltou pouco (-0,65%) para que essa recuperação igualasse os números de vendas de julho de 2017.

Destaca-se também, que o campineiro comprou mais à vista, 5,91%, e menos a prazo, 3,77%, tendo em vista o efeito da crise.

A participação do e-commerce ficou em 7,0% sobre as vendas físicas, uma participação ainda abaixo do normal, correspondendo a 22.535 consultas.

As vendas de julho movimentaram em Campinas, cerca de R$ 1.165,1 bi, e na RMC R$ 2.774,8 bi, cerca de 1,31% acima dos respectivos valores de Campinas e da RMC.

A inadimplência em Campinas, apresenta em julho uma redução de (-17,16%) sobre junho e uma elevação de 2,69% sobre julho de 2017.

No período de janeiro a julho de 2018, a elevação foi de 1,98%, com 161.959 carnês / boletos vencidos e não pagos a mais de 30 dias, representando cerca de R$ 116,6 milhões no endividamento dos consumidores.

Na RMC, a inadimplência também apresentou uma elevação de 1,98%, com 390.263 carnês / boletos vencidos e não pagos a mais de 30 dias, representando R$ 281,0 mi no endividamento dos consumidores da RMC.

Diante desses números, apesar dos efeitos da crise estarem mais equacionados, a perspectiva para o 2º semestre deve apresentar algum crescimento para as vendas até o final do ano, mas cujo o tamanho dessa expansão, está condicionado aos efeitos dos resultados finais das eleições de 2018.

Continua a recomendação para que o comércio varejista deva se preparar para novos tempos difíceis da economia, bem como, na área política, frente às eleições deste ano.

A expectativa de uma melhora mais consistente deve ser operacionalizada a partir de 2020, quando teremos as implantações dos planos do novo governo que deverá permanecer até o final de 2022.

Serviço Central de Proteção ao Crédito - SCPC

   AVALIAÇÃO  MENSAL - JULHO/2018

IMC = Indicador de Movimento do Comércio         
ICH = Indicador de Consultas de Cheques   
INA = Estimada a partir de Novembro/2015 (*)

VENDAS DE JULHO 

 


Laerte Martins|

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